A leitura deste livro partiu da sugestão de uma colega de trabalho e amiga. Ela está no mesmo trabalho que eu e como tem de dar apoio de português aos alunos mais velhos, costuma ler as obras que depois poderão ser trabalhadas nas aulas.
Sinceramente, com tantos livros bons, não sei ainda o porquê de darem estas leituras tão densas aos alunos, a maior parte deles já tão desinteressados pela língua materna. Assim, apesar de ser um livro de uma qualidade imensa - disso não tenho dúvidas - os alunos acabam por se perder na leitura, devido à quantidade de referências e à mistura entre ficção e realidade que ali impera. Mas isto é só e apenas a minha modesta opinião.
Da imaginação de um lendário viajante do século XIII nascem cidades com nome de mulher. O viajante é Marco Polo que as descreve de forma fantasiosa a Kublai Khan, imperador mongol. Na sua maioria, são relatos curtos e divididos entre os seguintes tópicos: as cidades delgadas, as cidades e a memória, as cidades e as trocas, as cidades e o céu e as cidades e os mortos.
Na memória do maior explorador do Mundo viaja o homem mais poderoso da Terra pela vastidão do seu império. Marco Polo guia Kublai Khan nas paisagens que lhe pertencem e que nunca poderá ver com os próprios olhos. Mas as 55 cidades que o jovem veneziano irá descrever na conversa ficcionada pelo escritor permanecerão invisíveis porque são lugares da imaginação.
Fontes:
https://ensina.rtp.pt/artigo/as-cidades-invisiveis-de-italo-calvino/