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Sempre achei que oferecer um livro era oferecer amor. Ainda hoje é o presente que mais gosto de receber. Anseio por um aniversário ou Natal em que todos os presentes que receba sejam livros ou coisas relacionadas com livros. E sim, é certo que posso comprar todos os livros que quero ler, felizmente não dependo dessas ofertas. E sim, é certo que tenho imensos livros e nem todos estão lidos. Mas para quê perderem tempo a procurar o presente certo quando sabem que sou assim meio maluca por livros? Pela quantidade de livros que nunca tenho debaixo da árvore sei que o esforço é mesmo para correr aquele risco do "gostou ou não, eis a questão". Enfim, confiem em mim. Se têm na família ou um amigo "maluquinho dos livros" ofereçam um livro. Se têm crianças ou adolescentes na família, ofereçam livros, contribuam para o seu crescimento pessoal. Combatam a solidão de alguém com um livro. Comemorem a amizade com um livro. Ofereçam livros e não se esqueçam do talão de troca. 

E esta primeira sugestão (não podia ser outro, o livro) é um misto de homenagem e ensinamento. Um diário de uma mulher no seu fim de vida, relatando a vida no Hotel Paraíso, um lar de idosos. Há lágrimas e risos nestas páginas. Há tristeza e alegria. Empatia e abandono. Uma sucessão de dualidades que reflecte muito bem a vida de tantos. 

Lídia Jorge no seu melhor.