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| Fotografia pessoal |
«De onde vejo o sol e deixo entrar a luz»
A vida rodopia pela valsa dos nossos passos. Porém, nem sempre nos sorri. Mas sabe exatamente para onde nos leva, redirecionando a rota dos nossos sonhos e das nossas lutas. E eu fui compreendendo que só há um caminho possível: o da gratidão. Porque nada acontece por acaso. E de coração aberto, libertando-nos das amarras que nos impedem de ver o verdadeiro valor das aprendizagens, somos muito mais plenos.
Seria hipócrita se garantisse que não vacilamos, pois há ocasiões em que a nossa predisposição emocional nos faz duvidar. Contudo, é nesse instante em que permanecemos no limbo que se torna imperativo resgatar a luz que nos guia a bom porto. E que nos faz refletir na quantidade de lições que adquirimos em cada queda. Porque não está sempre tudo bem, mas não há mal em assumirmos essa condição. Só se torna perigoso se nos permitirmos afundar numa onda de negativismo. Temos, então, que encarar os problemas de frente. E confiar no nosso discernimento. E sermos agradecidos é meio caminho para interiorizarmos que «nem todos os dias são bons, mas que há algo de bom todos os dias». Porque há.
Acredito que este processo individual depende muito do modo como observamos a nossa jornada. E como a valorizamos. Por isso, só precisamos de focar o olhar no sentido certo. Sem pressões. Apenas com muita vontade e sensibilidade. Em 2019, não me faltaram motivos para me sentir grata. Portanto, reuni os 12 que se revelaram essenciais.
// JANEIRO //
Senti-me grata por ter uma melhor amiga que regressou de uma Missão em Moçambique, sabendo o quanto esta experiência lhe fazia sentido.
// FEVEREIRO //
Senti-me grata por ter matado saudades da minha afilhada, com quem estive no Hard Club a assistir a um concerto do Mishlawi.
// MARÇO //
Senti-me grata por ter avançado com o Storyteller Dice, não só por ter um conceito que me entusiasma, mas também pelo retorno tão positivo.
// ABRIL //
Senti-me grata por ser quem sou. Com as minhas falhas, os meus sonhos, as minhas qualidades. Aprendi a olhar para dentro, a escutar-me e a valorizar a pessoa que me tornei. Estou longe de estar crescida o suficiente, mas tenho força e vontade para construir sempre a minha melhor versão. E sei que abracei os 27 com outra plenitude emocional.
// MAIO //
Senti-me grata por ter estado presente no culminar de um ciclo das minhas pessoas-casa. Que orgulho foi vê-las crescer.
// JUNHO //
Senti-me grata por ter percebido que a jornada de aceitação do meu corpo é cada vez mais consciente e consistente. Quero e faço por emagrecer, mas olhar-me ao espelho deixou de ser um tormento. Mesmo estando longe de ter o peso ideal, nunca me senti tão bem comigo como agora. E, em algumas das minhas escolhas, verifiquei isso mesmo.
// JULHO //
Senti-me grata por ter acompanhado o crescimento d' Os Aurora. A banda partilhou um comunicado a informar que colocariam uma pausa no projeto e, apesar de entender os motivos, não deixou de ser um golpe duro. Ainda assim, foi um privilégio fazer parte desta família, mesmo que à distância. E é uma honra olhar para a minha estante e ver que há uma parte deles que permanecerá inesquecível. Para eles, haverá sempre lugar. Porque têm uma luz boa, que nunca se apagará.
// AGOSTO //
Senti-me grata por ter regressado ao Alentejo, para umas férias memoráveis, cheias de aventura. E com um traço bastante emocional.
// SETEMBRO //
Senti-me grata por investir na minha formação, frequentando uma UFCD dedicada a crianças com Necessidades Educativas e/ou Necessidades Específicas - foram 50h muito ricas de partilha e conhecimento.
// OUTUBRO //
Senti-me grata por realizar o sonho de conhecer Sintra, em particular o Parque e Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira.
// NOVEMBRO //
Senti-me grata por celebrar o aniversário de três pessoas muito especiais: o meu afilhado, a minha comadre e a minha melhor amiga.
// DEZEMBRO //
Senti-me grata por ter apoiado e contribuído para iniciativas/campanhas solidárias. Porque não custa fazer a diferença e proporcionar um pouco mais de conforto a quem necessita.
Quais são os vossos pedaços de gratidão deste ano?
