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Por Eduardo

Sobre Harry Potter, e a ficção fantástica…

Quando li Harry Potter pela primeira vez em agosto de 2010 (resenha aqui), e foi um vício instantâneo (nesse mesmo mês li os 7 livros). Quem acompanha o blog, e até vendo os últimos posts, já percebeu minha predileção por livros de ficção fantástica, tendo Tolkien como meu autor preferido, e o mundo criado por J. K. Howling é fascinante em muitos sentidos diferentes.

Não tenho que apresentar Harry Potter a ninguém, a menos que a pessoa tenha sido aprisionada em um vórtex temporal nos últimos 19 anos (o primeiro livro foi lançado em junho de 1997, e o primeiro filme em novembro de 2001), então vamos direto ao ponto: na literatura de ficção, o que atrai os leitores é a possibilidade do fantástico, do irreal. Seja na Terra Média épica de Tolkien, ou a brutalidade de Westeros (As crônicas de gelo e fogo e Guerra dos tronos), nos deixa apaixonados pelas possibilidades de aventuras, os personagens cativantes, bravos aventureiros etc. Porém tudo isso não passa de sonho (ou de uma partida de RPG).

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Em Harry Potter temos a fantasia mesclada à nossa própria realidade. Há crianças que já nascem em lares bruxos, mas outros como Hermione, e o próprio Harry, que nasceram/foram criados sem o contato, e de repente são lançados no mundo fantástico. Um mundo que está bem ali fora, disfarçado pela magia, escondido dos olhos dos trouxas (gente comum, sem nada de mágico). É impossível para uma criança da faixa etária dos 10 – 14 anos, ou até para mim, que à época tinha meus 21, não se imaginar recebendo a carta de convocação de Hogwarts, não imaginar quão legal seria comprar uma varinha mágica, aprender a soletrar Vingardium Leviosa, e não Leviosá, e fazer testes para o time de Quadribol; e, por que não, de quebra, enfrentar bruxos das trevas, e o próprio Valdemort em pessoa.

Outro ponto que lhe deixa mais imerso ainda no universo é a evolução dos livros. O primeiro livro é claramente infantil, com cantigas de hinos escolares, chapéu falante, aborrecimentos menores para os personagens (apesar de situações perigosas reais), a linguagem, e a interpretação dos personagens para o que acontece é infantil. Isso evolui absurdamente conforme a idade dos personagens, e dos leitores, avança. E pra quem é fã mesmo, J.K.Howling dirige um site oficial (Pottermore)para a franquia, que, dentre outras coisas, serve para expandir o universo. Nele Howling publica textos oficiais sobre escolas de outros países (temos a Ilvermony, nos EUA, Mahoutokoro, no Japão, e até Castelobruxo, a escola oficial do Brasil – todas com vários detalhes interessantes).

Sobre a nova edição ilustrada…

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No ano passado eu vi que seria lançada essa versão ilustrada no Pottermore, e cheguei a pedir na Amazon br em dezembro, numa dessas compras grandes que eu e meus irmãos fazemos. Por sorte, saiu do estoque no fechamento da compra. Pouco tempo depois, soube do lançamento nacional do livro pela Rocco. Decidi aguardar… e valeu à pena!

O livro é absurdamente lindo. Tinha já visto algumas ilustrações nos previews, mas pegar o livro, com a jacket lindíssima, capa dura, papel de qualidade sensacional… foi uma ótima re-releitura (além da primeira leitura em 2010, li a versão original em inglês em abril de 2014). Para quem se pergunta se vale à pena: se você gosta de livros, não da leitura em si, mas de ter livros, gosta de olhar pra eles, e de possuí-los, não há investimento melhor!

4 estrelas em 5 (a primeira vez que li, dei 5 estrelas, porém, mesmo com as ilustrações e edição belíssimas, algumas passagens mais infantis me impedem de dar a nota máxima – mesmo assim o livro está entre os meus preferidos do skoob 😀 ).