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Jul22

Maria do Rosário Pedreira

Um dia destes, no Facebook, apanhei uma conversa sobre O Papagaio de Flaubert, de Julian Barnes. A pessoa que escrevera o post anunciava apenas que o estava a ler, e ler os comentários foi bastante engraçado: metade das pessoas adorara o livro, a outra metade não, mesmo gostando muito de outros livros do autor. Barnes, de facto, nunca é igual, e algumas pessoas preferem os romances de construção mais clássica, como O Sentido do Fim ou A Única Mulher, e estão no pleno seu direito (também os adoro). Mas há uma série de livros verdadeiramente inovadores, como o Papagaio, O Ruído do Tempo (investigações paralelas sobre Flaubert e Chostakovitch) ou mesmo Nada a Temer (uma reflexão incrível sobre a morte), em que ficção e não-ficção coabitam harmoniosamente e que nos trazem sempre informações preciosas sobre personalidades e épocas. E falo disto porque acabo de receber uma newsletter da Quetzal sobre o que aí vem e desatei a salivar... Ora vejam: «Mais do que um romance, Elizabeth Finch é um tributo emotivo à filosofia, uma cuidadosa avaliação da história e um convite a pensarmos livremente. O novo livro de Julian Barnes desafia a definição canónica de romance, obriga o leitor a reflectir e deixa ideias que o vão acompanhar durante muito tempo.» Estou mortinha por começar a ler...