«Não sei que mais podia fazer mal

Tudo o que me prometias dar

Hoje eu quero

Abraçar-me a um melhor bem

Por isso é que não aceito

Que o amor foge ou que não vem

Poderia ser teu

Mas tudo o que afunda não tem lugar

Não queres estar só!

Porque o mundo lá fora não te retrai

À frente há tantas coisas que te distraem

Quando devolves o medo

Eu já sei o que vês em mim

Cá onde mora o alento

Fica preso e então

É vassalo até ao fim

Não sei, não dei, não perdi

Nem pensei se poderia ser

Deitei-me para o resto ficar bem

[...]

Olha para mim

Não vês que o mar tem sempre razão

Quando lava os pés do teu coração

E mesmo assim é frágil

Com prazo a acabar em dor

Levanta o corpo, eleva a voz

É a tua vez, é a hora»