03/12/2012 · 12:00 AM

Odeio errar.

Não erro, pra não odiar.”,

pensou a senhora, nesse formato gráfico e com essa pontuação. Ela era agora dada a pensar em e através de versos, e cometeu ou um raciocínio de hipocrisia, ou de sátira ou ainda de completo desprendimento às picuinhas da vida, sendo esta última a hipótese mais provável, já que a ideia de desapego a agradava mais que tudo naqueles dias.

Mas quem vê de fora costuma não saber de nada”,

pensou um senhor, vizinho de porta dela, de forma alheia ao que se passava no apartamento ao lado.

marco antonio

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