Fotografia da minha autoria

«Música para variar»

A melodia cresce serena - ou bastante ritmada. Ecoando no peito e nas paredes da minha casa. Porque este dialeto cantado, com mundos vastos que nunca se esgotam, são o impulso que acorda a minha alma e que me faz levitar, acalentando sonhos de olhos despertos. Por isso, um dos primeiros hábitos que asseguro, a cada nova manhã, é ligar o Spotify, escolhendo a playlist que mais me interessa escutar naquele momento.

Neste departamento artístico, deambulo um pouco sem critério, pois sou curiosa e estou sempre predisposta para descobrir novos músicos. Por outro lado, é um gosto tremendo reencontrar-me com aqueles que fazem parte do meu leque essencial. E sinto que o mês transato foi extraordinário no que toca a opções musicais, proporcionando-me uma experiência plural e adequada a vários estados de espírito. Além disso, foi o reforçar de um pensamento que não me privo de repetir: a música portuguesa transborda talento e recomenda-se.

Atendendo a que ouvi muitos álbuns em outubro, poderia enumerar todos os seus títulos. No entanto, houve sete que me conquistaram em pleno. E, portanto, sinto que são esses que merecem um destaque maior.

 BOA SORTE 

O álbum do João Couto dispensa apresentações, até porque já escrevi sobre ele aqui. Ainda assim, como foi o disco que me acompanhou mais vezes, no mês passado, fazia todo o sentido que constasse nesta lista.

 AVENTURINA 

A voz da Constança Quinteiro aconchega. E este EP, composto por cinco canções, é uma viagem melódica por vários géneros musicais. Com um tom «jovial e quente», proximal, é mesmo uma aventura viciante.

 A SEMENTE 

Os Cassete Pirata têm um lugar no meu coração, muito por culpa de discos como A Semente, no qual existe uma voz de intervenção clara, letras que nos inquietam por dentro e um toque de rock e de indie-pop.

 BÁRBARA 

O álbum de estreia de Bárbara Tinoco reforça a certeza de um futuro promissor. Porque tem uma capacidade comovente para contar histórias. Partindo das suas experiências, há muita identidade nestas faixas.

 DESGHOSTS & ARRAYOLOS 

A criatividade de Stereossauro não para de surpreender. «Representando uma dualidade de estados de espírito, fiel à própria experiência humana», este álbum duplo tem uma lista de convidados invejável.

 CENTRO 

Sou fascinada pela voz da Joana Alegre, que se revela ainda mais aconchegante neste seu segundo disco. Funcionando como cura e afirmação, deixa-nos mais conscientes e «em paz com as nossas imperfeições».

 PASSO FORTE 

Os Sal vieram para conquistar um lugar no panorama musical português. E merecem-no, porque trazem uma mensagem inspiradora, tal como se percebe neste álbum com letras de intervenção e de esperança.

Que álbuns recomendam?