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Abr11

Maria do Rosário Pedreira

Não fui grande aluna a Matemática, embora muitos anos mais tarde, com o trabalho editorial desenvolvido na Gradiva que, na altura, se dedicava sobretudo aos livros de divulgação científica, tenha descoberto como esta pode ser uma disciplina realmente fascinante e me tenha arrependido de não ter trabalhado o suficiente durante a adolescência para consolidar as bases que me permitissem ir mais longe sem o apoio de um professor. E, mesmo assim, tenho ainda na cabeça as tabuadas de 1 a 9, a regra de três simples e muitos truques e atalhos, como, por exemplo, o que dá título a este post, aprendido quiçá no momento em que me iniciava no estudo das equações. Menos por Menos é, porém, neste caso, o título da mais recente colectânea de poemas de Pedro Mexia – e chamo-lhe colectânea porque reúne cem poemas escolhidos pelo autor dos seus seis livros publicados anteriormente. E – mesmo sabendo que vai aparecer quem diga que estou a dar graxa a um crítico do Expresso e que é só por isso que lhe dedico um post inteirinho – estou-me nas tintas. Porque este Menos por Menos dá mais:  dá uma visão rápida do talento de um grande nome da poesia portuguesa contemporânea e dá horas extraordinárias de leitura. Além de que, com a falência da Difel, que tinha a chancela da Gótica, este volume será praticamente a única poesia de Pedro Mexia hoje disponível…