O nome Leninha deixa antever alguém doce. Uma mulher delicada e maternal até. Nada poderia estar mais longe da verdade quando falamos da mulher que era conhecida como «PIDE Leninha», a mais temida agente feminina da polícia política portuguesa. Baseada numa história verídica, As Longas Noites de Caxias é uma poderosa ficção sobre duas figuras que viveram intensamente os dois lados da Ditadura.
Neste novo romance, Ana Cristina Silva cruza a vida de Leninha com a de Laura, a única mulher que resistiu às suas torturas, e namorada de Ribeiro dos Santos, o jovem estudante morto pela polícia, ícone do movimento estudantil contra o regime. As Longas Noites de Caxias traz-nos o encontro de duas mulheres que não mais se esqueceram. Maria Helena, «Leninha», a mulher que mais subiu na hierarquia da PIDE, deleitava-se a aperfeiçoar métodos de tortura, enquanto Laura, presa política, estoicamente resistiu a todas as investidas.
Nos 45 anos da comemoração da revolução dos cravos, esta hábil ficção reflecte uma história recente e ainda não contada da Ditadura.
Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, Escreveu até ao momento 12 romances: Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010) e Cartas Vermelhas (2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), O Rei do Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues) e A Segunda Morte de Anna Karénina (2013, finalista do Prémio Literário Fernando Namora). Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora. Em 2018, publicou o romance Salvação. As Longas Noites de Caxias é o seu 13.º romance.
Nota de Imprensa da Planeta.