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| Fotografia da minha autoria |
«Apenas porque eu não posso vê-lo, não significa que eu não possa acreditar»
O estímulo da leitura, nos mais novos, é a asa que permite que a imaginação tenha força para voar. E tal como a infância é uma fase pura e curiosa, a literatura destinada a esta faixa etária consegue acompanhar essa característica e ter um traço menos filtrado, centrado naquilo que a vida tem de mundano e de extraordinário.
A 2 de abril, por iniciativa do Conselho Internacional Sobre Literatura Para os Jovens (IBBY), celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta data foi criada para homenagear o escritor Hans Christian Andersen, mas rapidamente se tornou no mote para destacar a relevância que as histórias têm para os pequenos leitores.

Todos os anos, o IBBY convida um país a escrever um texto «alusivo à literatura infantil». Em Portugal, «o cartaz é sempre da autoria do ilustrador vencedor do Prémio Nacional da Ilustração», portanto, esta responsabilidade ficou nas mãos de Ana Ventura, ilustradora e artista plástica, que ganhou o prémio em 2022.
A mensagem que a ilustradora quis transmitir, através deste trabalho, é encantadora, uma vez que destaca o «livro como raiz para a vida, que alimenta e lhe dá os nutrientes para a diversidade, tal como as palavras dão vida aos sonhos de cada um». Inspirada por esta visão - e por acreditar que as narrativas têm o poder de alargar horizontes -, reuni um conjunto de obras que podem auxiliar na abordagem de temas mais sensíveis.





Educar é derrubar estereótipos e construir um espaço seguro para conversar sobre inseguranças, perspetivas e metamorfoses. E a literatura pode orientar-nos nesse sentido, abrindo portas, por vezes, difíceis de abordar - ainda para mais, porque cria um contexto que talvez seja mais intuitivo para quem está a descobrir o mundo. Portanto, através de histórias tão diversas, somos capazes de traçar um caminho de aceitação da diferença.
