Recentemente, alguns países proibiram o uso das redes sociais por menores de dezasseis anos. Antes de todos, a Suécia (que inclusivamente apagou os murais desses utilizadores e o uso de telemóvel na escola), mas agora vários países estão a seguir-lhe as pisadas: a França, que já tomou medidas, e mesmo nós, que depois de proibirmos os telemóveis na escola, estamos a considerar não deixar as crianças e adolescentes usarem as redes sociais, mesmo aquelas que são tipicamente para a miudagem. Há estudos que mostram que de facto a aprendizagem decaiu desde que os miúdos passam os dias mergulhados nos ecrãs, constribuindo para uma dificuldade acrescida na leitura e na escrita, sendo que nesta última o teclar substituiu claramente a caligrafia, quando (já disse isso aqui muitas vezes) escrever ajuda a pensar e fixar. Lembro, assim o apelo de Christophe Clavé:

«Caros pais e professores: Façamos com que os nossos filhos, os nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinemos e pratiquemos o idioma nas suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade. Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem dos seus "defeitos", abolir géneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana. Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza.» 

Atentem nisto.