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Tenho de começar por dizer que, por mais apelativo que o título seja, não reflete a história principal do livro. Estava à espera que esse fosse o ponto principal e não foi.

Os esquecidos de domingo, são, como seria de esperar, aqueles que se entregam a um estabelecimento e se esquecem, como se esquecem as coisas velhas que se guardam na arrecadação.

Mas o tema principal do livro é a história de amor de uma das idosas que vive no lar onde trabalha a personagem principal.

A ideia é interessante, mas a construção dos personagens fica aquém. Têm pouca densidade e parecem muitas vezes plásticos, previsíveis e quase infantis.
Aceito a parte mais fantasiosa, se a profundidade estiver lá. Na Breve vida das flores achei que estava. Aqui não. Foi preciso ler umas 50 páginas para perceber os altos e baixos e presente, passado, história dentro da história.

Entretém. Por isso dar-lhe-ia 3 em 5.

Tem partes tão bonitas e depois volta a perder-se. Sublinhei várias frases. Quase parece que o livro foi escrito por duas pessoas ou duas disposições. Um capitulo é razoável, o outro é forçado.

Fica a impressão de que a autora teve uma boa ideia que amadureceu pouco antes de passar para o papel.