Ás vezes quando estou em casa a fazer qualquer tarefa ou a ir para faculdade lembro-me de passagens ou cenas de livros que li, assim do nada...A maior parte das vezes consigo identificar o que fez desencadear aquela memória em específico, mas nem sempre...Vá se lá saber como funcionam estes mecanismos da memória. Na sexta passada estava a fazer um trabalho com uma colega e por graça disse-lhe que aquilo estava uma riqueza (e por acaso até estava nem que fosse pelas noites que tive de passar em claro para o fazer...) e lembrei-me que num dos livros juvenis da Alice Vieira há uma personagem chamada Riquezas, que era princesa e dava muitos erros de ortografia...O que tem isso que ver com o meu trabalho de estatística? Pois...Nada. Outro dia entrei na cozinha e vi os legumes cortados para a sopa e lembrei-me que no livro Rapariga com Brinco de Pérola a personagem principal dispõem os legumes em circulo e por cores antes de os por na panela...Coisas destas acontecem-me com relativa frequência. E depois há sítios em que é impossível passar sem me lembrar de algo, Tipo o Convento de Mafra ou Lisboa de uma maneira geral. Sim, Lisboa é uma festa! É bastante divertido imaginar as personagens nas ruas e por ai fora...Ás vezes nem é preciso esforçar a imaginação, lembro-me delas simplesmente. É bem verdade que os leitores nunca estão sozinhos, pelos menos em certo sentido, ou então sou eu que estou a precisar urgentemente de estabelecer fronteiras entre a ficção e o real...Será?