Fotografia da minha autoria

«A vida é feita de momentos colecionáveis»

Fevereiro chegou com dias solarengos, o que me pareceu bastante promissor. Não sou a maior entusiasta do calor (sou mais dos intermédios, o que se comprova por adorar o outono e a primavera), mas dias de sol trazem-me mais energia - e estes trouxeram, também, inspiração para dar forma a uma ideia de escrita.

Este mês passou sereno, sem urgências, mas sem dar a entender que estagnou. Além disso, trouxe reencontros bonitos, uma nova sessão de escrita, muitos episódios de podcasts, stand up comedy, estreias que são sonhos tornados realidade, novidades e o Festival da Canção. Fevereiro desabrochou como uma tulipa.

as coisas maravilhosas de fevereiro

 os fragmentos aleatórios

Ando a tentar cuidar melhor dos meus caracóis, por isso, tenho experimentado alguns produtos para o efeito, para ver quais resultam melhor comigo. A Mousse do Mercadona foi um autêntico achado, porque sinto mesmo a diferença quando a uso: os meus cachos não são ultra definidos, portanto, nunca conseguiria o efeito que surge em alguns vídeos, não obstante, deixa-os mais evidentes e sem que perca muito tempo no processo.

Fevereiro começou com uma visita ao 3D Fun Art Museum, que me parece ótimo para um programa entre amigos ou com a família. Só para não me repetir, podem ler aqui a minha partilha sobre o espaço.


Fiz Orzo Pasta, uma versão adaptada da receita da Inês Nunes Gonçalves, e fiquei fã. Além disso, experimentei a receita de Banana Bread do Jota e, de todas as que reproduzi, esta é mesmo a melhor.

A segunda sessão de escrita com a Sofia foi antecedida por um almoço no Brasão. O espaço é encantador, com uma divisória de livros, detalhes em madeira e um ambiente aconchegante. Para além do atendimento cuidado, gostei da francesinha. O molho não é tão picante como aprecio, mas é sítio para regressar.

 as músicas e os álbuns

🎧 Flores, Lázaro & Rita Rocha;

🎧 Calma, Tomás Adrião;

 as publicações

Numa fase avançada do enredo, por vicissitudes que não abordarei para não estragar a leitura, Sasha regressa a Providence e há uma passagem que, para mim, foi muito reveladora: «de tanto se esforçar por se enquadrar numa família que não a queria, esquecera a sua por completo». Isto foi o gatilho que me fez pensar no quanto nos dedicamos tanto para pertencer. Mas com que intuito? Para que propósito maior?

A partir do momento em que os escritores só puderem escrever sobre o que conhecem, estão a impedir que sejam verdadeiros contadores de histórias. Estão a impedir que vão mais longe e que tornem o mundo maior. Na realidade, estão a limitar horizontes e a impedir que seja a qualidade literária a ter maior destaque. Há vozes que não queremos sossegar. Há vidas que queremos viver no papel. E tudo isso será negado, se deixarmos de poder explorar o desconforto, a tragédia, a ausência, a dependência, a conquista, o sonho ou a felicidade extrema; será negado, quando deixarmos de preencher vazios e colmatar falhas literárias, quando deixarmos de escrever sobre aquilo que falta. E nenhum escritor quer deixar uma história por contar.

 os filmes, as séries e os podcasts

Filmes e séries não tenho para oferecer, mas será que têm disponibilidade para escutar a infinidade de episódios de podcasts que tenho para partilhar convosco? Prometo que valem a pena.

🎤 Estou a maratonar À Noite Mata, do André Pinheiro. Acompanhei A Cicatriz, da Maria Francisca Gama, podcast que serviu de promoção ao seu mais recente livro (são três episódios e não terá continuação). E, por fim, o Miguel Esteves Cardoso e a Maria João juntaram-se para nos fazerem chegar A História da Música.

Nos projetos audiovisuais, destaco S. Pedro no Estúdio Dele (no qual o artista falará sobre o processo de criação das suas músicas), o Conteúdo do Batáguas (que não é o relatório, mas que será quinzenal) e o Bom Partido (uma mini série de seis conversas com candidatos políticos, orientada por Guilherme Geirinhas).

 os livros

📖 alma lusitana

📖 ler djaimilia

📖 clube do livra-te

📖 12 livros para 2024


Outros livros do mês: Rugas (Paco Roca), Vale a Pena? (Inês Fonseca Santos), A Época das Rosas (Chloé Wary), E Então, Lembro-me (Catarina Costa), Deus na Escuridão (Valter Hugo Mãe), Canção Doce (Leïla Slimani), Filhos da Chuva (Álvaro Curia) e As Coisas Que Faltam (Rita da Nova - releitura).

 os momentos

O mês de fevereiro começou em festa, porque o meu pai celebrou a entrada nos 60. E, este ano, o aniversário teve um toque ainda mais especial. Em simultâneo, proporcionou reencontros com amigos que são família.


Realizei o sonho de ver Hóquei em Patins ao vivo. Graças à minha Gémea e ao T., fomos ver o jogo do Porto contra o Tomar, para a Liga dos Campeões, e a experiência foi absolutamente eletrizante, até porque não há momentos mortos. Além disso, não posso deixar de destacar o privilégio que é ver o Hélder Nunes a jogar.

Pata de Ganso teve espaço para falar sobre problemas de joelho, medos, erva, aldeias de sexo e relações familiares. E percebe-se que o texto é de alguém que se está a descobrir. Não sei se, para o Pedro Teixeira da Mota, é um bom ou um mal sinal perceber que «a pessoa que se está a tornar pode não ser a que sempre idealizou», mas, pelo que vi em palco, o caminho é promissor. Estou cada vez mais fã da sua voz na comédia e do percurso que está a construir, porque encontrou o seu lugar, mas pode sempre voar mais alto.


Como foi o vosso mês?