26/03/2012 · 10:14 AM

escrito por André Petrini.

Maria J. observa imóvel a cascata que corre pelas fendas ao seu redor, formando riachos e se aglutinando para formar um pequeno oceano ao centro. A sensação de ser observada invade seu diafragma e seus instintos gritam apontando para alguma coisa muito pior do que a piscina ao lado. Sua asa vermelha e pintas negras não deixam a camuflagem como uma opção muito boa, e ela deve estar pensando

Se ao menos papai fosse um camaleão,
estaria eu em melhor situação.
De que vale ser uma joaninha,
se sou assim, tão pequeninha?

Como se sabe, joaninhas pensam em forma de poesia.