Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

“Todos os filmes devem ser terminados, nem que seja às cegas”

Com essa frase de efeito termina mais um belíssimo filme de Almodóvar. Realmente é uma frase de efeito, mas é belíssima. Assim como todo o filme. Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos é Tudo sobre minha mãe. Desde que vi esta película, e comecei a conhecer outros trabalhos do diretor que me tornei fã do espanhol. Neste filme, um homem perde a visão e o amor da sua vida em um acidente automobilístico. Depois da tragédia, muda de nome e de profissão. De diretor de cinema passa a roteirista, acompanhado sempre por uma velha amiga, Judit, e o filho dela, Diego. Um determinado episódio faz o diretor rememorar Lena e as circunstâncias em que se conheceram e se perderam. Não é um filme do nível de Tudo sobre minha mãe ou Fale com ela, mas é incrível o bom gosto do diretor, como ele é sensível, como a história é conduzida com dignidade, sem recorrer ao drama barato.

Thumbs up para Penélope Cruz, belíssima, e thumbs down para a cena da abertura, que tem mais de metáfora que de qualquer outra coisa, porque, cá para nós, é difícil acreditar que uma mulher bonita como aquela iria transar com um cara só porque o ajudou a atravessar a rua…