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Jun21

Elsa Filipe

Depois de conhecer o seu livro "Os meninos da Jamba", resolvi pesquisar um pouco sobre esta jornalista cujo trabalho eu conhecia apenas parcamente da televisão.

Conceição Queiroz nasceu na ilha de Moçambique em 1975, mas veio para Portugal aos 12 anos. A sua juventude foi pautada por episódios de racismo devido à sua aparência exótica. 

Foi uma professora de português no 11º ano que a influenciou a ser jornalista, apesar de inicialmente ela desejar seguir carreira como advogada. É ainda no primeiro ano da faculdade, que começa a fazer rádio.

Licenciou-se em Sociologia no Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE e em Política Social, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa. Mais tarde fez o mestrado em História Moderna e Contemporânea no Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE.

Em 1994 tirou a carteira profissional de jornalismo, mas já trabalhava clandestinamente, quando foi obrigada a pagar uma multa. Mais tarde, entrou na Rádio Clube Português e no grupo Semanário. Foi, também, diretora de Informação da Televisão de Cabo Verde.

Em 1999, entrou para a TVI, onde fez parte da equipa de Grande Reportagem. Teve ainda uma curta passagem pela Televisão Caboverdiana, onde foi directora de informação. Realizou várias reportagens em Angola, Reino Unido, Moçambique, Uganda, na África do Sul e num dos maiores campos de refugiados do mundo, no Quénia.

Em 2007 publicou o seu primeiro livro, “Serviço de Urgência”,  lançando depois o seu segundo livro, “Os Meninos da Jamba” (do qual falei ontem) e ambos baseados em trabalhos de reportagem.

Nos dias de hoje, uma grande vertente do seu trabalho é investigar acontecimentos e dar a conhecer cenários preocupantes para exercer a nobre missão de informar e, sobretudo, ajudar a alterar realidades. Uma das causas que defende com maior convicção diz respeito à mutilação genital feminina. O seu trabalho foi distinguido por uma dezena de prémios, entre eles encontram-se os da Unesco, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da AMI – Jornalismo Contra a Indiferença.

Em 2011, o seu trabalho sobre cancro no intestino venceu um prémio da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Concei%C3%A7%C3%A3o_Queiroz

https://www.voaportugues.com/a/conceicao-queiroz-a-africa-esta-sempre-presente-em-mim/2520600.html