Divagações: Winnie the Pooh

Ser criança é muito bom! Principalmente quando podemos acompanhar personagens tão fofos quanto esses de Winnie the Pooh. Eu adorava quando era pequena e o carinho permanece até hoje, tanto que não pude resistir ao filme! Como desculpa de ‘gente grande’ posso dizer que é raro ver animações desenhadas quadro a quadro hoje em dia – ainda mais com a qualidade da Disney –, mas a verdade é que a nostalgia foi mais forte.

Voltando às origens, Winnie the Pooh mantém o visual que já conhecemos, inclusive nos maravilhosos cenários, e conta as histórias a partir de um livro, encontrado no quarto do próprio Christopher Robin (Jack Boulter), o dono dos brinquedos. Esse recurso, embora bastante comum, é bem explorado, pois às vezes os personagens saem das ilustrações, interagindo com as letras que narram a história (a voz que lê o livro é de John Cleese). Para os mais moderninhos, em alguns momentos o filme me lembrou dos aplicativos para iPad com livros para crianças.

Aliás, recentemente tive a oportunidade de ler o primeiro livro dos personagens, escrito por A. A. Milne. Embora as mídias sejam diferentes e o filme não seja uma adaptação completamente fiel (até porque as histórias tradicionais já são bem conhecidas), garanto que a experiência é similar, mostrando todo o cuidado utilizado durante a produção.

Outro destaque do filme é a trilha sonora, que não poderia deixar de ser mais fofa (também, né?). Embora os personagens não cantem, as canções têm letras grudentas o suficiente para você ficar relembrando após o filme. Aliás, ninguém mais canta nos desenhos animados além das princesas? Embora seja uma mudança positiva em muitos aspectos, sinto falta dos filmes em que tudo parava para os personagens expressarem seus sentimentos com uma música.

Assim, embora os adultos possam gostar de rever uma parte da infância e as adolescentes adorem um ursinho fofo, Winnie the Pooh é, basicamente, um filme para crianças pequenas, bem pequenas. As histórias são fáceis e lembram brincadeiras infantis (bom, é o Christopher Robin que as inventa, tecnicamente). Além disso, o filme é realmente curto com uma duração ideal para manter as crianças atentas – são apenas 63 minutos. Para quem queria voltar a ser criança é muito pouco, mas garante um gostinho bom.