Mais sobre o livro aqui. Disponível a partir de 14 de fevereiro.
Aproveitando um período de miniférias já conclui o livro “O que fazer dos Estúpidos” de Maxime Rovere.
Antes de mais penso que é necessário deixar três notas prévias:
- é um livro escrito por um filósofo, por isso desengane-se quem procura um livro “fácil”;
- não existe uma receita para acabar com a estupidez e ela irá sempre existir;
- ultrapassar a estupidez exige-nos muito mais a nós os que aos estúpidos.
Não estamos de facto perante o livro fácil e direto. Confesso que já nem me lembrava de como isso nunca é possível de obter em qualquer obra escrita por um filósofo. São incontáveis os ângulos de abordagem ao tema da estupidez, as suas dimensões, as dimensões de quem contacta com os estúpidos. Perdi-me por diversas vezes tive de voltar atrás.
A parte interessante é a apresentação que o autor nos faz a dimensões do problema que nunca tinha equacionado. Enquadra-nos melhor o problema e o nosso papel perante o mesmo.
É um livro que, lido com muita atenção, nos permite perceber até um pouco mais sobre nós, os que acreditamos estar do outro lado da barricada dos estúpidos, porque como diz o autor “...os estúpidos vão ensinarmos mais do que vocês a eles, porque quem quer saber são vocês”
Mesmo sem receita milagrosa para o problema da estupidez, vale a pena ler e aprender sobre o tema. Penso que da próxima vez com o estúpido vou pensar de fora diferente. Talvez com exceção do trânsito...

