Trovas, trovinhas, trovões!
Tormenta traz o seu canto.
Trovoadas trovam paixões;
Travadas tristes num canto.

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Vou solevando meus brados;
À procela de tufão.
"Levai-me, mares irados,
E tragai meu coração!"

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 De minha lira desprendem;
Notas que enturvam o mar.
Até os peixes entendem;
A desventura de amar.

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Ah! mais feliz eu seria;
Se não sentisse a mudança;
E só constante agonia;
Tivesse em minha lembrança.

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Se uma rosa e suas cores;
Já me ferem feito um corte,
Como posso, em tantas dores,
Ver na vida mais que a morte?

Ivan Eugênio da Cunha