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Este livrinho, nas suas cento e poucas páginas, foi uma agradável surpresa. Não é um livraço que vos vá deixar 3 dias a pensar na existência do ser, mas as imagens que cria ficam na memória e está escrito de uma forma bastante original que prende o leitor. Pelo menos a mim, prendeu-me.
Faço notar que tem o seu quê de mística e por isso é preciso deixar a realidade um pouco de lado. Aquilo que menos gostei foram os poemas que separam os capítulos. É possivel que na sua língua de origem fizessem mais sentido. Traduzir poesia é sempre ingrato.
Uma criança de (pensa-se) seis anos é encontrada a viver numa gruta e julga-se que seria cuidada por um rapaz com deficiência que todos conheciam na aldeia.
Cada capítulo é um habitante a ser interrogado pela policia, sendo que não nos são dadas as perguntas, só as respostas (foto 2 como exemplo).
Ao longo de cada capitulo vamos percebendo a história e a maneira como as pessoas vêem quem é diferente, a sua capacidade ou incapacidade de compaixão. Gostei do retrato que foi feito, pareceu-me muito verdadeiro.
Do que pude pesquisar a autora tem apenas este livro traduzido para português, espero que a @antigona.editores.refractarios aposte nos restantes. Eu gostaria de ler.
