Por Josinei de Souza Arevalo       Poucos poetas brasileiros atravessaram tantas décadas sem transformar sua própria obra em monumento imóvel. Augusto de Campos, desde os anos 1950, construiu uma área de tensão permanente. Fundador da poesia concreta ao lado de Haroldo de Campos e Décio Pignatari, ele nunca tratou o poema como espaço de expressão subjetiva, mas como artefato crítico, onde palavra, som e forma visual atuam conjuntamente.   Pós poemas , publicado quando o poeta já ultrapassa...