
"Livros que Manuel Pinho deitou ao lixo viram arte"
Cheguei a esta notícia tarde, quase quando já não é notícia, mas não posso deixar de registar aqui uma nota.
Deitar livros ao lixo é criminoso. Seja que tipo de livros for, seja por quem for. Se calhar é uma afirmação exagerada, mas é assim que eu sinto a coisa, porque existe sempre a opção de agarrar num telefone ligar para dois ou três números e oferecer, doar, vendar, etc.
De qualquer forma, penso que a ação ganha outra dimensão quando proveniente de alguém que, independentemente de tudo o que possa ser acusado e ou suspeito, teve elevadas responsabilidades políticas no país.
Bem sei que se calhar não era preciso este ato para tirar conclusões sobre a pessoa em causa, mas diria também que serve bem como exemplo. O ato de deitar livros ao lixo diz muito de uma pessoa. É caso para perguntar de que lado é que está o lixo. Valha-nos que alguém fez alguma coisa.