Arruinado para além da ruína, o pai soçobrava, embora por pouco tempo. Logo lhe surgia nova concepção. Mas, para essa vingar, coisas tinham de acontecer, outros tinham de pôr no lugar a base da estrutura, e era aí que os outros falhavam,…

…e a coisa que ele sonhara não encontrava atmosfera respirável, não tinha maneira de nascer. Os outros, sempre os outros, o inferno dos outros. Isso ele dizia na língua exacerbada, em que tudo era questão de vida ou de morte.

Florinhas de Soror Nada, de Luísa Costa Gomes, 2018, D. Quixote

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