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Abr22

Maria do Rosário Pedreira

Não costumo falar muito do que escrevo neste blogue, que dedico sobretudo ao que leio. Mas hoje será, se tudo correr bem, um dia especial. Saiu há mais ou menos uma semana o meu novo livro de poesia, que tem por título o meu corpo humano (em minúsculas, porque eu só pequena) e contém cerca de sessenta poemas. Cada poema tem o nome de uma parte do corpo ou de um órgão (braço, cabeça, ouvidos, sangue, carne, rins...) ou várias (cabeça, tronco e membros, por exemplo, ou anca, coxa, perna e pé); e, porque o corpo é frágil e vulnerável, mas também humano no sentido da compaixão, os textos falam de sofrimento próprio e alheio, e do que o tempo faz a um corpo que tem tempo de ver-se ao espelho, e do que a guerra pode fazer ao corpo de uma criança e ao de um adulto. O lançamento, se tudo correr bem, é mais logo, como no convite que aqui vai, e fico muito feliz de ter comigo o poeta João Luís Barreto Guimarães, que também é médico e dissecará estas parte d' o meu corpo humano com o seu bisturi. Se vos apetecer, apareçam.

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