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Nov 08
Depois de ter lido esta notícia no Público de hoje, acerca do cérebro dos bebés do sexo feminino homo erectus, lembrei-me deste poema de Marcelo Novaes, escritor brasileiro que muito admiramos:
HOMO ERECTUS
Há de se fazer alguns ajustes.
Um acerto de contas entre os
Campos e o Antunes, entre os
mares e os albatrozes.
Há de se criar uma aresta num
verso ou linha de prosa, com
uma palavra afiada, desinformada
desenformada de um senso ético
demasiado. Uma palavra lascada
por uma brecha de pecado.É o que
basta. Senão, o poema fica ereto.
E o Homem, Arte-Fato.
Marcelo Novaes

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Poesia e Alguns dos Poetas da Casa: poemas
3 recitais:
Agradeço ao Eduardo e aos demais membros deste blog a atenção dada ao meu texto.
Abraços e gratidão,
Marcelo.
Um dos melhores poemas do Marcelo que eu já li.
e olha que sou grande admiradora.
Mariana a 10 de Janeiro de 2009 às 18:51
Essa poesia é, para mim, a fotografia do Marcelo Novaes abraçado aos melhores poetas do mundo, senão adulto com a mão na cabeça de muitos deles, crianças. Só! O comentário tem o decoro da sinceridade precisa de meu sentimento ao ler esse poema. Marcelo é grande.
Adrianna a 10 de Janeiro de 2009 às 22:41