Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Nos meus tempos de criança, guardo vivo na lembrança, que a minha Tia avó, Quinquinha, criava uma cachorra de nome Baleia. Lembro-me que ela cuidava de forma errada daquele bicho. Meu Pai sempre reclamou disso, e sabia que com o tempo e a má alimentação, ela – a cachorra, claro – começaria a atrair uma série de doenças. Segundo ele, o mais justo seria matá-la, pois era mais humano fazer isso e… (mentira, ele queria mesmo era por um fim naquilo, pois ela estava magra e fedendo e não prestava mais para nada e ele queria ver-se livre dela, só isso).

Meu genitor sempre foi frio no trato com os animais. E da mesma maneira que o Fabiano do conto de Graciliano Ramos, ele se achou, em muitas situações, no direito de mandar alguns pobres animais para um lugar melhor. Assim ele fez com Lobo, com Tubarão e Rex – um cachorro da vizinha – e com alguns gatos… (muitos deles, na verdade. Mas aí é outra história. Quem sabe eu não volte aqui e conte mais sobre eles – depois de, quem sabe, reler o conto O gato preto, de Edgar Allan Poe).

Do mais, leiam o pequeno conto de Graciliano. Ou melhor, leiam Vidas Secas, e lá vocês encontrarão o conto “Baleia” como capítulo do livro.

BALEIA: http://www.tirodeletra.com.br/conto_canino/Baleia.htm acessado em 15/06/2011