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| Fotografia da minha autoria |
«Cidade de fronteira»
O princípio de não regressar aos lugares onde fomos felizes não se coaduna com a minha essência. Compreendo a teoria da questão, porém, creio que poucas coisas aconchegam tanto como a sensação familiar de chegarmos, de estarmos em sítios que [re]conhecemos e nos quais construímos memórias inesquecíveis. É por isso que, sempre que seja possível, redireciono a rota para aqueles destinos que se vão tornando casa.
Três anos separam o presente desta partilha. E não deixam de ser impressionantes as metamorfoses de Monção, uma vila localizada «entre dois fenómenos geográficos». A existência de passadiços foi a mais evidente, assim como o seu centro histórico bastante renovado. Apesar disso, é no interior das suas muralhas que descobrimos traços românticos e que nos perdemos nas ruelas com detalhes de uma beleza singular.
