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| Fotografia da minha autoria |
«Assim é a vida: interdisciplinar»
O conceito interdisciplinar fez-se sempre sentido, porque os nossos conhecimentos não vivem em compartimentos isolados. Pelo contrário, coabitam em permanente vínculo, influenciando-se e estabelecendo uma ponte entre várias áreas - pessoais e de formação. Por isso, acredito que podemos adequar as aprendizagens e aplicá-las em indistintos contextos, porque não são exclusivas de determinado caminho. Só precisamos de evidenciar e valorizar esse caráter tão transversal.
Há meios em que essa dinâmica é mais clara, proporcionando-nos uma análise mais aprofundada das informações que vamos reunindo. E, ao elencar as vantagens de ter um blogue, comecei a pensar sobre o quanto esta plataforma nos prepara para o mundo. Sou apologista de que viver em rede é muito redutor, porque, quando desligamos os nossos dispositivos, o que nos impulsiona não está tanto lá dentro, mas no que nos rodeia. Apesar disso, é inegável que nos permite alcançar ferramentas imprescindíveis, que podemos utilizar no nosso quotidiano - quer no ambiente profissional, quer nas nossas interações sociais.
Certamente, haverá outros aspetos a ressalvar. Porém, opto por destacar os cinco que considero prioritários e, até, mais evidentes.
AFIRMAR A NOSSA IDENTIDADE
Começamos por tentar encontrar o nosso nicho e, depois, afirmamo-nos através e para além dele. Porque descobrimos qual a voz que queremos ter nas e fora das redes e qual o alcance que temos. A partir do momento que estamos seguros da nossa identidade, somos capazes de definir aquilo que se adequa a nós, de dizer não e de compreender que não temos de nos diminuir para caber nos sonhos e ambições dos outros.
ADEQUAR O DISCURSO
Porque, mediante as partilhas que pretendemos fazer, sabemos que tipo de linguagem utilizar e o grau de seriedade, informação e entretenimento que devem conter. E isso ajuda a perceber que, no nosso quotidiano, também devemos adequar o discurso, uma vez que encontraremos públicos distintos a requerem diferentes abordagens, para que a comunicação seja percetível e sem intenções secundárias.
EXPOR AS NOSSAS IDEIAS COM PROPRIEDADE
Não com o intuito de as impormos aos outros, mas com o propósito de conversarmos sobre elas, de um modo fundamentado e claro. Porque começamos a gerir melhor o que é importante de partilhar e o que se torna ruído para a compreensão da mensagem. Além disso, percebemos que, agindo pela verdade, todos temos o nosso lugar e que não há razão para nos retrairmos. Respeitando o espaço individual, todos temos ideias que merecem ser ouvidas, logo, apenas necessitamos de ter sensibilidade para ver qual é a melhor oportunidade para o efeito.
FILTRAR O QUE QUEREMOS PARTILHAR E VER
Da mesma maneira nem tudo nos interessa, também não sentimos necessidade de expor cada detalhe da nossa vida. Vamos recebendo imensos estímulos, contudo, adquirimos mecanismos de defesa suficientes, que nos ajudam a perceber se ultrapassam os nossos limites. Em simultâneo, como queremos aproveitar melhor o nosso tempo, não desperdiçamos energia com aquilo que não nos acrescenta. E, se a privilegiarmos, esta abordagem é transversal à nossa postura offline.
LIDAR COM AS CRÍTICAS E A REJEIÇÃO
A partir do momento em que temos uma plataforma pública, estamos sempre sujeitos a receber críticas. No entanto, se forem construtivas, ajudam-nos a crescer. Num plano similar, compreendemos que não agradaremos a todos e que nem todos os que nos leem participarão nos nossos projetos. E isso é perfeitamente natural, portanto, quanto mais depressa o aceitarmos, menos angustias nos incomodarão. No início, poderá não ser intuitivo, até porque há um entusiasmo que nos molda, mas, depois, encontraremos um certo conforto nesta aprendizagem. Estar em exposição, tendo uma caixa de comentários disponível, prepara-nos para o facto de nem todo o retorno ser favorável, fortalecendo-nos.
