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| Fotografia da minha autoria |
Tema: O primeiro autor que leste
Avisos de Conteúdo: Morte
A nossa caminhada livrólica vai evoluindo, porque descobrimos outras necessidades e aprimoramos os nossos gostos. No entanto, considero importante regressarmos às origens, sobretudo, pelo seu simbolismo. Por isso, para o mês de agosto, tendo a [também minha] cidade de Bragança como palco de fundo, quis que o Alma Lusitana me desse boleia até ao primeiro autor que li - ou a um dos primeiros. E voltei a ler Álvaro Magalhães.
«Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas»
O Limpa-Palavras e Outros Poemas é um exemplar que nos faz sonhar, que apela à nossa imaginação, ao nosso bom senso e, até, à empatia. Porque, através de um grande jogo de palavras, deixa-nos conscientes sobre nós e sobre aquilo que nos rodeia. Esta obra abriu-me a porta para a literatura infantil e, em especial, para a poesia e mostrou-me que a falta de condescendência e de facilitismos no diálogo é a melhor maneira de permitir que as crianças cresçam no plano narrativo. Além disso, tem uma dinâmica muito original e apelativa.
«Sem portas não havia
a palavra intimidade
nem a palavra privacidade
nem a palavra casa»
Os poemas desta coletânea são um hino à riqueza das palavras, encantando-nos com a sua magia. E, através de um sentido de humor refinado, levam-nos numa viagem pela memória, pela complexidade do tempo, pelo processo criativo, pela linha ténue que separa o real da ficção e, ainda, pelos sentimentos que nos movem.
«Depois cresceu até ficar
com a ponta de uma pétala
fora da Natureza»
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