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Mai18

Maria do Rosário Pedreira

Há encontros felizes e este foi um deles. Estava eu nas Correntes d’Escritas a apresentar o fresquissimamente publicado A Febre das Almas Sensíveis (esta febre é a tuberculose e algumas das almas sensíveis escritores de língua portuguesa que a contraíram), de Isabel Rio Novo, quando, na altura dos autógrafos, uma senhora veio ter comigo. Era a Dra. Leonor Furtado, Inspectora-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) e ali mesmo se disponibilizava para acolher uma sessão em torno romance em Lisboa; não só por a IGAS ser uma entidade ligada à saúde, o que já seria uma razão compreensível, mas sobretudo porque as suas instalações foram em tempos justamente o hospital dos tuberculosos, junto ao Cais do Sodré, e, como tal, vinha o mais possível a propósito falar lá, onde tudo aconteceu, deste magnífico romance que foi finalista do Prémio LeYa em 2017. Depois de alguns contactos e muita simpatia, essa apresentação, num formato diferente do habitual, decorrerá hoje a partir das 17h00 na biblioteca do IGAS e contará, além da da referida  inspectora-geral e da jornalista Isabel Nery (que é quem modera a conversa), com a presença da Dra. Graça Freitas, Directora-Geral da Saúde, que também falará desta doença que foi um flagelo e que, se não tivermos cuidado, poderá voltar a sê-lo. Espero que possam vir e aí segue o convite para que nos acompanhem.

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