Fotografia da minha autoria

«Foi sempre a resiliência que salvou os meus sonhos 

da tentação de desistir»

A um passo do precipício

De braços abertos para voar

Nesta luta sem armas

Desleal e sem pontos de retorno

Ficamos suspensos a ver o horizonte

Seremos capazes de sobreviver?

Estaremos prontos para saltar?

Poderemos nós soltar as amarras

Sendo livres de fantasmas?

Nesta batalha disfuncional

Silenciosa, que ocorre por dentro

Nunca haverá vencedores

Enquanto não gritarmos o que nos amedronta

Enquanto nos observarmos de olhos vendados

Enquanto a nossa voz for um sussurro

E não uma afirmação sonante

Balanço-me em corda bamba

Sem estar segura, sem me querer despedir

Porque o meu peito é feito de sol

De luz, de força, de emoções inquebráveis

Será que o meu esforço valerá a pena

Se não me deres a mão?

Mas, se estiveres pronto, meu amor

Será um salto de fé

Porque iremos render-nos

Não para sobreviver,

Para carregar os sonhos na palma da mão

E eu preciso que fiques

E que, sobretudo, acredites

Porque, chegando ao topo da nossa montanha,

A vista terá a imagem do nosso céu azul

E das cicatrizes que marcam a nossa vitória

Bem-vindo a casa.