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| Fotografia da minha autoria |
«A vida é feita de momentos colecionáveis»
Janeiro chegou com um traço de imprevisibilidade, porque, embora soubesse que não bastaria a passagem para um novo ano para ficarmos bem, acreditava que estaríamos a caminhar num sentido mais favorável - por esta altura, já deveria ser evidente que os nossos comportamentos têm consequências sociais. Honestamente, sinto que tenho aguentado bem este barco, mas, a meio, sucumbi à certeza que o cerco aperta e que há uma sensação de impotência paralisante. Mas continuo a remar, acalentando a esperança e, mais, contribuindo para que voltemos a respirar. Apesar de tudo, janeiro trouxe fragmentos muito especiais.
⚓ MOMENTOS
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Crise de Identidade: Foi com um misto de surpresa, pânico e entusiasmo que recebi o convite da Sofia para participar no seu podcast. Num futuro bastante próximo, hei-de escrever melhor sobre esta experiência, mas posso adiantar que adorei! A prova disso é que estivemos à conversa durante uma hora e quarenta e um minutos para o episódio, mas redobramos o tempo com o pré e o pós gravação. O Zoom aproximou-nos e, assim, conseguimos falar sobre a minha infância, sobre a importância da cultura e da educação e, claro, sobre futebol - e o nosso Porto. Modéstia à parte, creio que ficou um belo momento.
Presidenciais: Votar é um direito - e um dever - essencial. E sinto que, particularmente, este ano teve um peso acrescido. Tal como mencionei nesta publicação, quero ser parte da solução, por isso, desloquei-me ao meu local de voto para o fazer em plena consciência.

Conversas de Miguxos: Os amigos são a âncora que nos ampara. E eu bem que já estava a precisar de aparvalhar com os meus. Felizmente, conseguimos reunir-nos numa vídeochamada e matar as saudades que há muito se tornaram inexplicáveis. No meio do caos, é bom sentir paz.
Voltamos ao confinamento e Como é Que o Bicho Mexe regressou para nos proporcionar um pouco de normalidade. Com um novo horário, tem sido uma lufada de ar fresco, mesmo quando se abordam temas mais sérios.
📚 LEITURAS
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Filho da Mãe, Hugo Gonçalves
Minha Sombria Vanessa, Kate Elizabeth Russell
Série Afonso Catalão, Nuno Nepomuceno
A Casa e o Mundo, R. Tagore: Uma leitura às cegas, graças à Centésima Página, que me permitiu descobrir uma narrativa com três vozes. E é na alternância dos seus pontos de vista que vamos compreendendo a crença panteísta, os ecos da sociedade e os comportamentos distintos que coabitam na mesma casa. Além disso, é notório o profundo respeito pela vida humana e as consequências de sentimentos tão antagónicos. Com várias reflexões intrapessoais, A Casa e o Mundo apresenta um tom intimista, levando-nos a refletir sobre os valores que nos movem.
📺 Filmes & Séries
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Cinquenta Sombras Livres: Ana e Grey estão numa fase mais madura da sua relação, embora regressem fantasmas do passado para os colocar à prova. Em simultâneo, há uma novidade que parece comprometer a estabilidade emocional e a confiança que foram fortalecendo. É certo que continua a não ser correta a abordagem de Christian, aliás, é totalmente condenável o seu comportamento obsessivo, contudo, as feridas antigas são percetíveis, condicionando-o. Neste último filme, que completa a trilogia d' As Cinquenta Sombras de Grey, o perigo é iminente, mas descobrimos uma Ana mais implacável e destemida - enquanto acompanhamos um Grey mais vulnerável. Com um final intenso - e uma parte revoltante -, talvez a redenção seja um caminho menos turvo e existam, de facto, pontes de perdão e de amor inquebráveis.
Filha da Lei: Há uma série de assassinatos violentos a acontecer em Lisboa e a equipa de Isabel Garcia, Inspetora-Chefe da Polícia Judiciária, ficou responsável pelos casos que têm vitimado mulheres. Entre a obsessão de encontrar um culpado - que, para Isabel, é óbvio quem é - e as pistas que os levam a lugar nenhum, existe uma aura misteriosa que nos faz duvidar de vários comportamentos. Em simultâneo, acompanhamos o desnorte de uma adolescente, que apenas procura a aprovação dos seus pais. Até ao momento, vi nove episódios e estou a achar interesse, embora tenha cenas um pouco exageradas.
✏ PUBLICAÇÕES
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Há aspetos que, por enquanto, permanecerão guardados. No entanto, mantendo presente que não será uma falha, caso não os alcance [até porque não têm prazo], estes são os meus cinco desejos para 2021
A abordagem para 2021 será muito semelhante à do ano anterior.
Para tal, criei um Bullet Journal
que me auxiliará nesse processo e
acompanhará esta viagem.
De Norte a Sul de Portugal, há livrarias que merecem paragens demoradas. E, embora a lista seja quase inesgotável, existem sete que estou mesmo muito ansiosa por conhecer ao vivo.
Investir naquilo que nos
complementa é aconchegar o coração.
Por isso, sempre que trabalho no e para o blogue, estas ferramentas
são as minhas aliadas.
A minha escrita acolhe um super
poder do qual não abdico. Porque fazê-lo à mão é criar um elo umbilical com as palavras,
enquanto as desenho no papel.
🍴 À MESA
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Macarons: A delicadeza tem forma de um doce. E a verdade é que não lhes resisto. Recentemente, experimentei estes da Mercadona e fiquei fã. Dos cinco sabores disponíveis, o de limão foi o que me agradou menos, porque senti-o demasiado amargo. Por oposição - e compensação -, o de chocolate e o de pistachio são mesmo uma delícia. Repetirei!

📌 ENTRE LINHAS
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Quem Manda no Meu Batom?: Um candidato a Presidente da República achou que tinha o direito de atacar outra candidata por causa da cor do batom que a mesma usa. A partir de uma experiência pessoal, a Sofia evidenciou bem qual deve ser a nossa posição perante situações de desrespeito como esta. Porque no nosso batom mandamos nós. Leiam.
🎥 VÍDEOS & PODCASTS
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EP 218 - «Gleidson já tomou a vacina»: Já tinha saudades desta personagem na Informação Privilegiada, a rubrica de Luís Franco-Bastos na RFM. Rio-me sempre com os seus disparates [podem ouvir aqui].
Li, finalmente, a série Afonso Catalão, de Nuno Nepomuceno, e foi com particular interesse que escutei o podcast Os Ficheiros Catalão, porque permitiu-me aprofundar um pouco mais a história d' A Célula Adormecida e, inclusive, conhecer melhor o protagonista. Mais recentemente, aventurei-me n' O Assassino, protagonizado por uma das personagens apresentadas no livro A Morte do Papa. Recomendo ambos!
✨ GRATIDÃO
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Janeiro foi desafiante, sobretudo, emocionalmente. Contudo, reservou-me alguns apontamentos de esperança. E, por isso, estou grata por...
... Ter sido convidada pela Sofia para o seu podcast;
... Ter Como é Que o Bicho Mexe como companhia;
... Rever os meus, ainda que por vídeochamada;
... Saber que o meu primo está a recuperar.
Como foi o vosso mês?




