Historicamente, Fátima não está sozinha, ela constitui-se como o cume da história mítica portuguesa e representa-se, no século xx, ao nível da religião popular, como Fernando Pessoa ao nível de um cristianismo esotérico e sófico.

De certo modo, na contemporaneidade, a Senhora, Aquela por quem os portugueses sempre esperam e que os ampara nas horas difíceis, veio substituir, no imaginário popular e segundo a estética de um espectáculo barroco, o mito sebastianista, o rei que, regressado, implantaria em Portugal um reino de justiça e abastança.

Um novo e importante ensaio de um dos mais marcantes pensadores da actualidade que, nesta mesma colecção, tem já publicados:Nova Teoria do Mal; Nova Teoria da Felicidade; Nova Teoria do Sebastianismo; Portugal: Um País Parado no Meio do Caminho;Nova Teoria do Pecado.

Nota de Imprensa da Dom Quixote.