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| Fotografia da minha autoria |
«Pontas soltas, isso é comigo»
O álbum Os Capitão Fausto Têm os Dias Contados marcou uma viragem definitiva na história da banda. Por ter sido na altura em que se mudaram para Alvalade, com o claro objetivo de fazerem da música a sua vida. E por revelar toda a sua sabedoria criativa em maturação. E este processo de criação ficou registado neste brilhante Pontas Soltas.
Ricardo Oliveira acompanhou o grupo durante a composição e gravação deste disco [2016]. E realizou um documentário bastante fiel do método de trabalho dos Capitão Fausto e da amizade que os une. Em simultâneo, esta longa-metragem [apresentada, pela primeira vez, no festival Porto/Post/Doc] transmite-nos um caráter intemporal, genuíno, descontraído e intenso; e distinto, porque apostou num conceito muito próprio na combinação de cenas, memórias e momentos, elevando toda a experiência sinestésica. Além disso, parte de um interesse partilhado por todos os elementos: a mecânica quântica. Num paralelismo evidente, no qual este ramo da física «questiona regularmente o que conhecemos da realidade», também o filme questiona a sua estrutura, «reinventando-se à medida que avança, tentando comunicar com a audiência». E proporcionando-nos um mundo novo nas suas entrelinhas.
Pontas Soltas prova que não «é uma mera e passiva ilustração de algo», mas sim a essência dos Capitão Fausto. Embarquem nesta obra de arte.
Já viram este documentário/filme?
