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«Um povoado perdido na América do Sul»
Avisos de Conteúdo: Homicídio
A dinâmica de meios mais pequenos tem tanto de entusiasmante, como de assustador: porque a mesma mão que ampara também parece querer controlar mais do que aquilo que é expectável, pela falsa sensação de poder alheio. E é neste ambiente, onde a vida dos habitantes aparenta ser pública, que os mal entendidos se sucedem, atingindo um expoente perigoso. E isso é percetível neste livro de Gabriel García Márquez.
«Foi então que viu o papel colado na porta de sua casa»
A Hora Má: O Veneno da Madrugada é uma «fábula de violência colectiva», que se divide em infidelidade, descrença, desconfiança, boatos e revolta popular. Com uma forte componente política, funciona como crítica social, porque expõe os jogos de poder, a corrupção, a miséria económica e de caráter e os conflitos intra e interpessoais. Em simultâneo, se há algo que a comunidade partilha é o medo e o facto de cada elemento se sentir ameaçado, porque todos têm algo a esconder.
«O alcaide levantou a cabeça, e o padre estremeceu perante aqueles olhos avermelhados pelo desespero»
Embora a premissa seja interessante e a escrita do autor nos conquiste, senti o enredo confuso e algo disperso, a desenrolar sem um propósito bem definido. Faltaram-me, portanto, mais detalhes coesos, objetivos, e força emocional. A Hora Má: O Veneno da Madrugada tem contornos misteriosos e lê-se num sopro. Contudo, não me arrebatou.
«(...) não se deve estimular com portas fechadas a imaginação das pessoas»
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