
Olá, leitores.
Este #livro li pelo #primereading em e-book, um tema que sempre me interessa. Em grande parte, tive facilidade na leitura, porém como comum em obras históricas, muitas datas, referências, acontecimentos e nomes, deixam pouca fluidez em alguns momentos.
O título deixa claro o objetivo da autora, que é estabelecer como, ao longo do tempo, mulheres passaram a ser subordinadas a homens e a ter suas vidas, seu trabalho (remunerado ou não) e suas escolhas reprodutivas e sexuais tuteladas por instituições como família, Igreja, Direito e Estado. E faz isso sempre ressaltando a importância de que nós, mulheres, conheçamos a história da nossa existência no mundo, porque a falta de registros dessa história faz com que acreditemos que “as coisas sempre foram assim, e portanto, não podem ser diferentes” – que é uma das formas pelas quais o patriarcado mantém seu controle sobre nós. A Criação do Patriarcado explora cerca de 2.600 anos de história humana e as culturas do Antigo Oriente Próximo, para nos mostrar em um dos mais originais estudos dos últimos tempos, a origem da opressão das mulheres perpetrada pelos homens.
Valendo-se de dados históricos, literários, arqueológicos e artísticos, Gerda Lerner refaz o traçado evolutivo das principais ideias, símbolos e metáforas graças às quais as relações de gênero patriarcais foram incorporadas à nossa civilização, sustentando que a dominação da mulher pelo homem é produto de um desenvolvimento histórico.
Não é “natural” ou biológica e, portanto, imutável, de modo que o Patriarcado como sistema de organização da sociedade pode ser abolido por processos históricos. Gerda Lerner propõe uma nova e surpreendente teoria de classe, revelando as diferentes maneiras pelas quais as classes são estruturadas e vivenciadas de forma diferente por homens e mulheres.
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Beijos e até mais 📚.