Fotografia da minha autoria

«Uma segunda casa encontrei»

A minha capa tem um peso diferente: pelo meu percurso e pelas responsabilidades que fui abraçando. E quando, cartolada, desci os Clérigos a correr, sei que, sem que conseguisse evitar, houve um adeus dito baixinho, que veio reforçar as saudades, porque nada voltaria a ser igual. No entanto, regresso sempre que me é possível, porque é a casa onde pertenço e porque tenho um grupo-furacão que move montanhas e que me demonstra que esta história só termina quando eu [nós] quiser[mos]. Hoje, pesa-me o lado esquerdo do peito, uma vez que só posso embarcar nesta viagem de emoções fortes - chamada Cortejo - ao final do dia. E essa é, talvez, a prova mais angustiante de que a vida avança e o nosso tempo tem que ser gerido de outra maneira. Às minhas finalistas, prometo que é um até já. Há memórias que só a nossa capa é capaz de contar. E eu faço questão de lhe acrescentar mais vivências. Porque nesta tela em crescimento cabe o nosso mundo inteiro.