Fotografia da minha autoria

«Tem espaço, faz tatuagem»

O nosso corpo é uma tela em branco. Que esconde histórias, cicatrizes, memórias e uma série de experiências mais ou menos inspiradoras. E eu acho maravilhoso eternizar, em desenhos de traços singulares, cada fragmento que marca a voz das nossas vivências. Por essa razão, há um pensamento de Mário Pereira Gomes que me representa, pois acredito na sua veracidade: fazer uma tatuagem significa mostrar na pele o que se esconde na alma. E, não sendo propriamente vital, considero estes registos uma maneira de homenagear quem - e o que - nos acrescenta.

A VONTADE DE TATUAR

Este desejo acompanha-me há imenso tempo. E sempre tive bem claro o que queria tatuar, o local específico no meu corpo é que se foi alterando - só me falta a coragem. E se, no início, sentia que estes trabalhos tinham que ter um significado muito íntimo, hoje, já consigo compreender que é uma forma de arte. Desde que faça sentido para a pessoa, não necessita de explicações profundas, filosóficas e/ou emocionais. Ainda assim, todas as que idealizei têm essas componentes.

TRAÇO, VISIBILIDADE E QUANTIDADE

Mais ou menos visíveis, sou apreciadora de traços finos e tamanhos mais pequenos, porque, para mim, transmitem um maior simbolismo e intimidade. Inicialmente, equacionei fazer três, mas a verdade é que fui alargando horizontes, ponderando novas possibilidades. Portanto, se vou neste ritmo e nunca tatuei, temo quando esse momento chegar.

AS TATUAGENS QUE QUERO FAZER

[esta última é a única que ainda não sei onde gostaria de a fazer, mas, talvez, na zona do tornozelo. Ou nas costas]

OUTRAS POSSIBILIDADES

Um livro e uma pena [pelo amor à literatura, às letras, à escrita], um cinco [em numeração romana, porque representa o dia do nascimento do meu afilhado], algo relacionado com viagens [um avião de papel, uma pão de forma, um balão de ar quente] e um caçador de sonhos. Ideias não faltam. E todas preservam uma identidade minimal. Fina. E a preto.