![20160313_123739[1]](https://estatico.alumiar.org/a55116e7-3956-48be-a58b-fb1c45ac1d83/5f/5f9439e0-9395-4360-b694-4259545963c4/001.jpg)
Edit. Arqueiro – 2015 – Ficção inglesa – 240 páginas – Nota5♥♥♥♥♥.
Comprei este exemplar por indicação de blogs literários, como sempre estou em busca de livros novos e incríveis. Narrado em primeira pessoa, por Rachel. Li em três dias e a história te prende e te deixa confusa até o fim. Com minha forte intuição, no decorrer da história eu já previa o final, sendo bem palpável e coerente. Romance diferente e original. A impressão que o livro me deixou é que nem tudo que parece bom ou ruim de fato seja. Depende do que cada pessoa precisa. E que a vida nos dá forças para fazer o que é preciso. Admito que adoro o pai de Rachel e torci por Jimmy desde o começo. Minha antipatia foi reservada à Cathy. Estou em uma sintonia para escolher livros trágicos, ainda que de modo involuntário. A capa é incrível até na textura. Adoro dar nota cinco a um livro e adoro ainda mais com os olhos nas páginas levar a mão ao peito em sinal de êxtase, sendo bom ou ruim e ele me proporcionou isso.
Durante um jantar de despedida, no ano de 2008, às vésperas de irem para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos são envolvidos em um terrível acidente. Ela escapa com uma grande cicatriz no rosto, os demais tiveram poucos ferimentos, mas Jimmy, seu melhor amigo, não teve a mesma sorte. Dedicado a salvá-la, ele acaba atingido em cheio pelo carro desgovernado e morre no local. Já em 2013, cinco anos e pouco contato depois, o que restou do grupo está para se encontrar em um casamento. Assombrada pelas lembranças do passado e pela culpa pela morte do amigo é nítida a mudança em sua personalidade por tudo que ela viveu e perdeu. Rachel encara o retorno à sua cidade natal como um martírio que precisa enfrentar por Sarah, sua antiga melhor amiga. Lutando contra as dores de cabeça que a assombram desde o acidente e as lembranças do passado, ela decide encarar de frente os temores e visitar o túmulo de Jimmy. E aí seu apartamento humilde em Londres, o câncer de seu pai, o emprego sem futuro, a solidão após terminar com Matt e saber que ele está com Cathy, sua antiga amiga e todo o resto de sua vida sem sentido ficam para trás, misteriosamente, após sua queda ao lado do túmulo. Só que ela parece ser a única a perceber. Quando acorda no hospital, Rachel descobre que seu pai parece bastante saudável, que está noiva de Matt e eles nunca se separaram, que tem o emprego dos sonhos, um senhor apartamento e, o mais chocante de tudo, que Jimmy está vivo. Ela bem que tenta explicar a todos que aquela não é sua vida, mas acaba sendo tratada como alguém com amnésia. E será que essa nova realidade é tão ruim assim? Afinal, está cercada de amigos, de casamento marcado com o namorado de adolescência, tem a carreira que sempre quis no jornalismo e nenhuma culpa pela morte de Jimmy. Dividida entre essa nova realidade mágica e a verdade cruel que conhece, Rachel vai se deixando levar e tendo a oportunidade de retomar relacionamentos importantes e descobrir novas coisas sobre seus antigos amigos e sobre si mesma. É uma história dramática e romântica, além do suspense iminente que nos acompanha durante toda a história junto com a protagonista que sofre com as incertezas de suas vidas paralelas e com o fato de parecer ser a única a saber que existe uma outra realidade. Mas é justamente esse novo mundo descoberto que permite a aproximação entre ela e seu antigo melhor amigo e com um amor genuíno por ela. Eles partem em busca da verdade do que realmente está acontecendo com ela. O livro é fofo e impactante na medida certa, de leitura rápida pelo tamanho, mas de desenvolvimento lento, ao longo das páginas não se passa tanto tempo. E é exatamente essa demora no desenrolar dos fatos que permite que acreditemos mais em certas coisas e que o romance e todos os relacionamentos sejam valorizados. As coisas não acontecem do nada. E no final, tudo faz sentido.