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Há uma beleza difícil de explicar na observação do crescimento de uma criança quando começa a ganhar a sua autonomia porque se consegue expressar e fazer entender. Consegue-se ver um brilho nos olhos quando formula uma frase e se sente entendida, quando aprende e usa uma palavra nova, colocada no sítio certo, quando vê um sorrido na cara dos pais porque disse alguma coisa e foi entendida à primeira vez. Entre uma tremenda inocência e os primeiros laivos de um ser que está a crescer e a criar personalidade é uma daquelas coisas que um pai leva para a vida. Conseguir pedir o que precisa, explicar o que quer, reclamar sobre o que não quer, dizer apenas que que um “abaço”. Sangue do meu sangue, nem sempre gene dos meus genes, porque cá em caso o meu não prevaleceu. Mas delicioso, sempre delicioso.