Por entre os pétreos anjos sepulcrais,
Neste abissal silêncio assombradiço,
Alembro-me de teu perfume e viço,
Tua partida e meus cortantes ais...

Éramos nós somente dous noviços,
Replenos de pudor, candura e paz,
Queríamos viver e nada mais,
Sonhar sonhos doirados, mui castiços...

Aqui estou tão só, nessa tristura,
Regando com meu pranto a sepultura,
O derradeiro leito teu, querido...

Sem ti padeço tanta dor, agrura!
E só Deus sabe o quanto hei sofrido...
Quisera ter contigo anoutecido!