Não sei se já te disse isso, mas tenho problemas crassos com o conceito de vingança, principalmente quando associados de forma consoladora como esta ao pensamento infantil. Isto me feriu particularmente, no plano da apreciação literária. Em outras palavras: autor explicando texto, justificando lacunas hermenêuticas, pode piorar o soneto. Este foi o caso. No plano dramático, a simpatia mínima que timidamente manifestei ao imaginar o conto como uma comédia simples transformou-se numa ojeriza moral mui particular, que me irrita/preocupa sobremaneira quando imagino os meninos repletos de ódio, cólera e mágoa que moram perto das bocas-de-fumo da minha vizinhança querendo ter este direiro onírico de se “vingarem” também, batendo em seus algozes… Não defendo nem compactuo com isso nem mesmo no plano mais ficcionalmente distante!
Peço desculpas, mas é um problema receptico mui pessoal, teu irmão sabe. Espero que não tenha soado deveras presunçoso, mas… É isso: experimentos são válidos, mas também malogram. Eis um caso!
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