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| Fotografia da minha autoria |
«Enquanto os pássaros batem as asas para voar,
nós batemos o coração»
Sinto muito
Sentir tão pouco assim
Mas, um dia, fui pássaro livre
E, agora, sou apenas prisioneiro
Soltei os sonhos do meu regaço
Rasguei todas as promessas
Que levavas na palma da mão
E fugi sem sentir
A desordem natural do pensamento
Sinto muito
Como uma pena que levita
Ancorada ao meu não-sentir
Porque, um dia, fui nó
E, noutro, fui só um fio suspenso
Hoje, para além de mim
Levanto as asas
E voo sem destino
Largando o coração
Do teu falso amor
Neste labirinto aberto
De água viva
Pulsante fora do peito
