...que se dizem: "as pessoas não lêem porque os livros são caros"; "os alunos não gostam de ler por causa das leituras obrigatórias"; "quanto mais rápido fores a ler, melhor"; "todos os livros são bons"; "quase de certeza que este livro é bom porque está no top dos mais vendidos"...

27 comentários
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Irrita-me tanto quando oiço "quase de certeza que este livro é bom porque está no top dos mais vendidos" e "todos os livros são bons" -.-
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As pessoas que dizem que todos os livros são bons são umas optimistas...Eu olho para os escaparates da Fnac e não consigo pensar o mesmo xD
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Eu não faço a mais pequena ideia quais são os livros mais vendidos por cá. Até porque tenho medo de encontrar por lá um em que eu esteja interessada. Perdia logo o interesse
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De vez em quando aparecem lá coisas interessantes, mas em geral é deprimente...
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Julgarem como um todo acreditando ser essa a verdade absoluta não por favor!

Carlos 12.09.2017
Existem muitas excepções...
Olha se todos gostássemos do amarelo, como seria?! -
Ninguém falou em verdade absoluta. É a minha opinião - podes achar o Crepúsculo a melhor obra que já leste ou ler a Anna Karenina em três dias...Eu não me preocupo assim tanto :)
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Olá, Sara!

Anónimo 13.09.2017
Vou ter que descordar numa, na "os alunos não gostam de ler por causa das leituras obrigatórias", influência muito.
Eu detestava ler, por causa disso, descobri a minha paixão pelos livros, em adulta depois de terminar a escola, hoje sou uma viciada, já vou para o 12 livro este ano. :) -
Para mim não gostar de ler por causa das leituras do currículo não faz sentido: as leituras obrigatórias a sério começam para aí no 9º ano se tanto e nessa altura já o aluno tem 14-15 anos e portanto já teve tempo de tomar contacto com a leitura - e ou gosta, e nesse caso mesmo que as leituras obrigatórias não sejam do seu agrado não vai deixar de ler outras coisas ou não gosta - e isso não será culpa das obras do currículo...Muitos alunos esbarram nestes livros porque não são habituados a ler desde cedo e não criam bases
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Não, sei porquê o meu comentário apareceu anónimo.
Sempre tive livros, em casa desde miúda e gostava, mas depois, na escola afastei da leitura, por me obrigarem a ler livros, que não gostei e não percebia, o porquê dos ler.
Curiosamente, o que me deu gozo ler, foi Gil Vicente e Almeida Garrett, ambas as obras peças de teatro. Uma abelha na chuva e Aparição, principalmente, detestei. -
Isso era fácil de resolver: era só despachar o que não se gosta e continuar a ler o que se gosta :) O programa de português está estruturado por fases e cada obra é representativa de uma fase - leituras obrigatórias não têm nada de extraordinário em si, especialmente para alunos que vão para a faculdade onde terão de ler coisas mais áridas que um deserto. O problema para mim não está nas obras (que até vão mudando), mas é um problema mais grave (até há poucos anos este pais tinha uma taxa de analfabetismo monstra como sabemos) e de mentalidade que começa quando os miúdos são pequenos e se vai agravando. Não começa no secundário. É como a Matemática: sem bases não vais conseguir fazer uma equação...Mas não podes colocar a culpa em cima da equação.
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Fiquei, pelo secundário!
Uma pessoa, que não gosta do que está a ler, não o vai despachar e nas aulas depois, tínhamos que fazer análise do que se lia.
Os pais, têm que incentivar a leitura desde miúdos é importante, mas acho que as obras deveriam ser escolhidas, de uma maneira diferente, a modo de cativar os alunos.
Tive, sorte com o meu pai, que me ajudou até tarde, na escola, mas a maioria não tem essa sorte.
Ui, matemática, tive azar com a professora no 10º ano e depois foi só descarrilar, eu perguntava uma dúvida e ela, teve a lata de dizer, vai ao livro, se a pessoa não entende o raciocínio, ir ao livro é a mesma coisa, que um burro, olhara para um palácio, a culpa foi dela, de ter depois ter ficado pendurado com a matemática. -
As obras devem corresponder às bases que os alunos já devem ter - ninguém obriga crianças da primária a ler o Sermão aos Peixes, mas um aluno no seu penúltimo ano de escolaridade deve ser capaz de extrair alguma coisa dali - se o aluno acaba a escola sem conseguir interpretar um texto escrito isso não é culpa dos pobres autores. Claro que podemos discutir se o programa devia incluir mais leituras autónomas à escolha, mas isso tb não é problema dos autores. Compras aqueles livros com resumos ou pedes a alguém, é o que a maioria faz e se não estiveres preocupada com grandes notas safas-te. Uma vez no básico organizámos uma biblioteca com livros que cada um trazia...Pois havia pessoal que copiava as fichas de leitura de outros só para não terem de ler. Por aqui se vê qual é o verdadeiro problema
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Foi, o que fiz!
Mas acho, que as obras deviam ser dadas, consoantes os curtos. -
Se, não consegue interpretar a culpa é do professor e não autor.
Mas, estou a falar de gostar da obra e o aluno se identificar e o professor saber cativá-lo, já que texto, não o faz.
Nunca, copiei nada de ninguém e li, os livros até ao fim, coisas que os meus colegas, não o faziam...
Com o insucesso escolar, que tem vindo a aumentar todos os anos é preciso, mudar o programas de ensino!
Já, há uma tentativa, a nível do tecnológico, e ainda há pouco tempo, vi a reportagem de uma escola, eu recebeu um prémio, por ter grande percentagem de sucesso, de recuperação de alunos, que estão na última linha. -
Não totalmente - se eu sou professora do 11º ano e verifico que metade dos meus alunos têm fortes lacunas de interpretação que hei-de fazer com mais 5 turmas de 40 alunos? Os pais têm uma boa quota parte de culpa, mas lá está - este é um problema de gerações. Mudar os programas não é mudar as obras que se dá, isso não resolve nada. Tal como eu disse, várias vezes vi miúdos a fugir a sete pés de ler livros...Juvenis perfeitamente aceitáveis. Além de que se o problema fosse esse não havia leitores no mundo - todos já lemos livros que não gostámos e não foi por isso que banimos os livros da nossa vida. Não gostar é diferente de não saber interpretar - não é preciso gostar do Garrett para perceber o como, o onde e o por quê - os alunos falham nisto por falta de base (nunca terem lido um livro na vida, muitos deles) não por real complexidade da obra...Na verdade, eu acho as obras que se dão agora melhores do que as que se davam antes...
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Qual falo no programa é num todo!

Anónimo 14.09.2017
É como por, exemplo a falta de educação dos alunos, com os próprios professores, começa por casa. O ensino, aliás a saúde, que é onde trabalho e a justiça, são sectores principais, que têm sido negligenciados há anos, houve uma falta de investimento.
Evidente, que um professor, não consegue, dar a devida atenção a 40 alunos, lá está o sistema, tem que mudar em vários aspectos.
Também, acho que as bases que vêm de trás, são deficientes, os meus colegas, que têm filhos, na primária, dizem que agora o professor, é quase obrigado a passar o aluno, mesmo que não tenha atingido, os objectivos. A primária é muito importante!
Também, há bons e maus professores, como em todas as profissões, felizmente a maioria, dos que tive, eram bons, conseguiram manter o respeito na aula, ensinar e até ter um ambiente divertido, cativando o aluno.
Tive, azar numa de português, aliás teve a turma, menos um aluno, que curiosamente, era mau em todas as outras disciplinas, houve uma reunião de pais, por causa disso e estavamos a dar uma obra importante, "Os Lusíadas", tenho muita pena, do que aconteceu, porque gostava de ter aprendido, mais sobre, esta obra...
A Sara, está a pensar como professora, se os miúdos, na altura, que eu andei na escola, não se interessavam pelas obras, bem, gostaram do Gil Vicente, do Auto da Barca do Inferno e muitos gostaram como eu do Frei Luis de Sousa, porque os cativou, se não arranjam obras que despertem o minímo interesse, no aluno, ajudando, depois a querer saber o que o escritor, quer dizer, ou ás vezes, se é uma obra, mais chata, arranjar, uma maneira gira, de dar a volta e interessar os jovens de hoje, em dia, não o vão saber nunca interpretar, nem se sequer se vão dar ao trabalho de ler e no fim, para que serviu, pura perda de tempo?!
Não, sei quais as obras, que estão a dar neste momento? Mas, ainda bem que são melhores!
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Gil Vicente, Camões, António Vieira, Eça, Saramago, Garrett e poesia - foi o que eu dei. Já li alguns livros que antes faziam parte dos programas e não gostei, logo prefiro este programa onde não estão incluídos, mas se estivessem teria de ler na mesma claro. Mudar títulos não altera nada, arranjam obras "cativantes" também não - porque esse não é o problema de fundo. Não é preciso ser professor para notar isto...Se estas obras são o problema, então os miúdos não fugiriam com o rabo à seringa quando os mandam escolher \ ler outras coisas...
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Se o patinho diz que não, eu concordo. Ia lá contradizer uma coisa tão fofa! E não esquecer o "não leio porque não tenho tempo".

Paula 13.09.2017
Paula -
Ah sim essa também...Mesmo no maior stress lá se arranja um bocadinho, mas claro que se a pessoa tem pouco interesse não vai fazer esse esforço. É como não ler por serem caros...
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Ui, frases tão na moda.
Concordo contigo, claro. -
Mesmo...Volta e meia as encontro. A dos livros é bons então já é um clássico, infelizmente não consigo partilhar esse optimismo em especial quando olho para alguns lançamentos...