08

Jan13

Maria do Rosário Pedreira

As férias também servem para nos pormos em dia com o cinema e, nesses dias livres que decorreram entre o Natal e o Ano Novo, vi ou revi alguns DVD com o Manel (Tabu e Aconteceu no Oeste, por exemplo), filmes na TV (Casablanca e West Side Story, entre outros) e até uma adaptação do romance de Tolstoi, Anna Karenina, numa sala de cinema de Lisboa. Tenho de dizer que, embora Leonard Bernstein fosse um músico genial, Amor sem Barreiras (a tradução de West Side Story) me pareceu irremediavelmente datado (mesmo que o conflito entre modernos Jets e Sharks subsista); mas, no geral, os filmes velhinhos continuam bem mais interessantes do que o novo. Tolstoi merecia, efectivamente, melhor. Mesmo que Keira Knightley seja muito bonita e esforçada, e exista na mise-en-scène uma aproximação ao teatro que é uma ideia muito bem arranjada e de um bom gosto a condizer com a época e a história, a verdade é que falta pathos a este filme e, à excepção de Jude Law, que é um marido perfeito, tudo carece da garra e da glória que genuinamente esperávamos. Bem sei que é de louvar a coragem de quem se mete com a literatura russa, mas, mesmo assim, foi uma desilusão.