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| Fotografia da minha autoria |
Maio teve uma energia caótica. Pelos melhores motivos, é certo, mas tenho alguma dificuldade em associar que eventos tão distintos aconteceram no mesmo mês: relembrando-os, parece quase impossível, até porque dá a sensação que há uma margem maior a separá-los. Além disso, não sei se foi pela ansiedade e pelo entusiasmo da espera, mas o tempo foi avançando devagar, como se tivesse muitas vidas no seu interior.
Maio aumentou a família, proporcionou reencontros e estreias. Guardarei estes fragmentos com muito carinho.
as coisas maravilhosas de maio
os fragmentos aleatórios
O Leia Mulheres Porto é um clube de leitura de obras femininas, «aberto a todos os géneros e públicos». Mensalmente, na sua newsletter, têm vários textos relacionados com a autora e/ou com o título escolhido para cada sessão, na Livraria Poetria. Em abril, para minha grande surpresa, perguntaram-me se teria interesse em reunir algumas recomendações de obras de escritoras portuguesas e é claro que não podia desperdiçar a oportunidade. Fiquei mesmo sensibilizada por se lembrarem de mim - podem ler tudo aqui.
Negra Café
Adorei o ambiente da sala, bastante acolhedor, que nos faz recuar ao passado através de alguns objetos antigos (como máquinas de costura e de escrever), mas sem descurar um toque de modernidade, quer pela ementa, quer pela conjugação de todos os elementos. Via-me facilmente a passar lá uma tarde a ler/a escrever/a trabalhar ou, como aconteceu, a partilhar uma refeição entre amigos e a conversar. Felizmente, o Negra Café tem casa em mais dois espaços - na Baixa do Porto e na Boavista.
Museu Nacional Soares dos Reis
Um dia, somos jovens a assistir a concertos na Queima das Fitas do Porto. Noutro, somos adultos a tentarem ser intelectuais em museus. Admito, talvez não seja tão linear assim, mas acho que a vida se vai construindo numa dicotomia idêntica. Num programa quase de última hora (que, na realidade, já tinha sido apalavrado noutra data), fomos visitar o Museu Nacional Soares dos Reis. Embora não seja a maior entendida em arte, adorei conhecer o espaço, ver as exposições e o vasto espólio disponível. Além disso, o Jardim das Camélias ficou com o meu coração. Acredito que é mesmo uma paragem a considerar.
Fui surpreendida com uma máquina fotográfica descartável, que me encheu as medidas, e uma bela pulseira da amizade com o nome do blogue. E tive a oportunidade de regressar a um espaço que adoro: o Rota do Chá.
as músicas e os álbuns
💿 Nuvem, Ana Mariano;
as publicações
Há eventos que faço questão de ir acompanhada: pela partilha que potenciam, por saber que fazem sentido para os envolvidos e pelas próprias memórias que perdurarão no tempo - e que serão mais um elemento de ligação. Mas e quando não temos quem nos queira acompanhar? Será que a solução será mesmo não ir?
Os livros que já li têm algo que os interliga: estão todos marcados com post-its coloridos, para não perder as frases/passagens que mais me marcaram. Não uso este pormenor como barómetro de qualidade e afeição, porque nem sempre as melhores leituras se traduzem nessa representação visual, mas gosto de olhar para os exemplares que tenho na estante e perceber que, em cada um deles, tenho vários pontos onde regressar.
filmes, séries e podcasts
Pê
A ideia da curta-metragem de Margarida Vila-Nova foi construída a partir de uma carta deixada pelo pai da atriz, Pedro Martins. Nesta história, Pê tem um cancro terminal e escreve uma carta de despedida à filha, ao mesmo tempo que decide, sem extremismos e holofotes, aproveitar o tempo que ainda lhe sobra. Em simultâneo, ao esvaziar a casa do pai, a filha encontra a carta e inicia-se aqui «um novo encontro».
Na casa com O Próprio
Tenho vivido n’ O Próprio desde que saiu (ou ele é que tem vivido em mim?) e foi com um enorme entusiasmo que vi o anúncio desta minissérie: não só porque é algo inédito, mas também porque será mais uma forma de mergulhar na energia do álbum. Na casa com O Próprio terá sete episódios e o primeiro já está disponível. Estava à espera que tivesse uma duração maior, mas estou muito curiosa com os restantes.
os livros
📚 alma lusitana
📚 ler djaimilia
📚 12 livros para 2024
Outros livros do mês: Assim, Mas Sem Ser Assim (Afonso Cruz) | Atirar Para o Torto (Margarida Vale de Gato) | A Gorda (Isabela Figueiredo).
os momentos
Queima das Fitas do Porto: Van Zee e Slow J
O mês de maio traz a festa favorita de qualquer estudante (ou de grande parte, vá), a Queima das Fitas do Porto. Tenho ido todos os anos, desde que entrei para a faculdade, mas confesso que, desta vez, o meu estado de espírito não estava alinhado com o evento. Em 2023, fui no último sábado e, embora tenha adorado o momento (muito pela companhia), a verdade é que senti que já não era bem o meu lugar. Se o Queimódromo falasse, contaria muitas histórias peculiares, mas as caras começam a ser menos conhecidas. Ficam as memórias, mas já é diferente o que nos leva a voltar. Ainda assim, quando vi o nome de um dos artistas, percebi que ainda não era o momento da despedida - leiam a experiência completa aqui.

Maio reservou algumas estreias, isto porque andei pela primeira vez de avião e pude conhecer Madrid. A minha sobrinha está a dias de subir ao altar, por isso, surpreendemo-la com uma despedida de solteira na capital espanhola. Foi um fim de semana cheio, com poucas horas de sono e muitas horas de caminhada. Quero voltar para explorar mais dos encantos de Madrid, mas já fiquei com algumas memórias bonitas.
Este mês também trouxe um dos momentos mais especiais: o nascimento da L. Conheci a minha melhor amiga no sexto ano e, desde então, nunca mais largamos a mão uma da outra e é inacreditável vermos os nossos a abraçarem diferentes fases das suas vidas. Estou mesmo feliz por ela e pelo T. E tenho a dizer que a minha sobrinha é o ser mais amoroso de sempre! - ainda a tentei trazer para casa, mas os pais não concordaram.
Para finalizar, o Porto ganhou a Taça de Portugal e ainda me reencontrei com a minha afilhada.
Como correu o vosso mês?
