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| Fotografia da minha autoria |
«O meu palpite certo»
Há uma estrela
Que brilha dentro do meu coração
Serena e desafiante
Numa promessa leve
Que levo adiante
Na palma da minha mão-berço
Por esta vida toda que nos espera
Há doze anos, quando peguei em ti pela primeira vez, não tinha noção de que há amores que aprendemos a cuidar fora do peito. Que há medos - talvez - irracionais, que nos assaltam a paz nas ocasiões menos apropriadas. E que o nosso sentido de proteção se ativa a um nível desproporcional e impossível de definir, porque temos outra vida para além de quem somos. Mas é este compromisso que nos permite transbordar. De afeto. De luz. De sorrisos. De [desa]sossego. De amor.
Tenho percebido - contigo e com o tempo - que esta aventura é feita de inúmeros caminhos e de linhas que nos fazem perto. E que as memórias estão em constante construção. Vieste virar o meu mundo do avesso. E não há lado mais bonito do que esse. Nem sempre me senti à altura da responsabilidade. Mas, depois, tu chegas, com esse abraço apertado, sentas-te no meu colo e eu compreendo que estou em paz. Neste elo tão nosso, torno-me criança ao teu lado, enquanto te vejo crescer com o coração «no lado certo». E, por vezes, sem trocar uma palavra, esse teu olhar em tons de verde conta-me histórias intermináveis.
Gosto de acreditar que há pequenos traços meus em ti. Porém, estimo ainda mais sentir que estás a construir um percurso só teu, com uma personalidade singular, que me comove. E que mesmo que eu te fale do Quaresma e tu só queiras saber do Dybala, existe um meio termo a unir-nos. Um dia, no alto dos teus quatro anos, ao passarmos pelo Dragão, confidenciaste-me que ainda irias jogar ali. Não sei o que o futuro te reserva, mas confio que tens força para seres o que quiseres.
Eu permanecerei aqui, neste lado da margem, para te ver e ajudar a chegar longe nos teus sonhos. Garantindo que terás sempre um abraço-casa para onde possas regressar - mesmo que não necessites deste regaço que te embala do mundo, só pelo aconchego de não te perder.
Num fio de luz
Ancorado a uma bola de sabão
Que nunca nos falte tempo
De sermos infinitos.
Nunca te deixarei cair. Parabéns, afilhado. Meu Pequeno Príncipe ❤
