Conhecida sobretudo através do en-saio – género que mais projeção lhe deu –, a voz de Susan Sontag revela em Histórias uma vertente mais pessoal e íntima, a que os seus leitores estarão menos habituados. Este livro reúne a totalidade da ficção breve que produziu, 11 textos, aqui traduzidos por Vasco Teles Menezes. Chega às livrarias a 15 de fevereiro.

Ao longo de toda a sua vida de escritora, Susan Sontag dedicou-se intermitentemente à ficção curta. Essas histórias passam pela alegoria, pela parábola e pela autobiografia, e mostram uma personalidade em confronto com problemas não assimiláveis pelo ensaio, a forma que Sontag mais praticou. Aqui ela apanha fragmentos da vida, em relance, dramatiza os seus desgostos e temores mais íntimos e deixa que as personagens se apoderem dela como e quando querem. O resultado é um conjunto de grande versatilidade e charme. E imbuído do brilhantismo que define toda a obra de Susan Sontag.

Susan Sontag foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século xx. Foi professora, ativista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, ficcionista e ensaísta frequentemente premiada e amplamente traduzida. A sua escrita foi presença assídua nas publicações The New Yorker, The New York Review of Books, The New York Times, The Times Literary Supplement, Art in America, Antaeus, Par-nassus, The Nation e Granta, entre outras. Susan Sontag teve um filho, David Rieff – editor dos seus diários inéditos, publicados pela Quetzal com o título Renascer –, e viveu os últimos anos da sua vida com a fotógrafa Annie Leibovitz. Susan Sontag nasceu em 1933, em Nova Iorque, cidade onde morreu, em 2004.

Nota de Imprensa da Quetzal.